Durante o procedimento, a câmera vai filmando o interior da boca do paciente e o profissional “congela” as imagens com um pedal. “O aparelho consegue fazer imagens de toda a cavidade bucal até imagem externa, como fotos de sorrisos, de tecidos todos, de gengivas.

Uma vez por ano, você pode até fazer aquela bateria de exames para ver se está tudo bem com a saúde do seu corpo. Mas você já fez esse mapeamento geral na saúde da sua boca? Exame complementar muito importante na prática odontológica, realizado com uma câ- mera de alta resolução, o chamado check up odontológico possui uma câmera que aumenta em até 60 vezes o tamanho natural da imagem. Por meio disso, o dentista consegue avaliar as estruturas dentais, mucosas e tecidos da boca com a acurácia maior do que a olho nu.

“Quando cliente faz o ultrassom, ele também consegue visualizar as imagens acompanhando todo o processo do exame. Isso traz transparência e segurança na hora que ele ver os problemas bucais ou a saúde da boca”, pondera o dentista Ricardo Andrade. O odontólogo explica que as imagens ficam gravadas, e com isso os profissionais conseguem estabelecer um acompanhamento do paciente. “É um exame que entra dentro da filosofia de promoção e manutenção da saúde”, pondera Andrade.

Durante o procedimento, a câmera vai filmando o interior da boca do paciente e o profissional “congela” as imagens com um pedal. “O aparelho consegue fazer imagens de toda a cavidade bucal até imagem externa, como fotos de sorrisos, de tecidos todos, de gengivas. Pode avaliar lesões pré-cancerosas e lesões de mucosa”, destaca Andrade. Depois de feito o exame, as imagens são selecionadas e o odontólogo gera um laudo, como num exame de imagem.

“É como um raio X, que você tira e mostra fraturas e lesões, e depois o interpreta”. Segundo o dentista, o check-up odontológico é recomendado de seis em seis meses. “O exame pode ser feito desde bebês até idosos”, pondera ele, lembrando que, inclusive, cada faixa etária carrega a sua especificidade no procedimento. “Tornamos específico o exame às necessidades do bebê, da criança, do adolescente, adulto e idoso. Em cada faixa etária é diferente”, afirma.

Próprios

E quais seriam essas especificidades para a infância e a terceira idade, as fases de maior fragilidade nos dentes? “No check up kids nós vamos nos preocupar se existe a presença de cáries iniciais, se há manchas que sinalizam o início de um processo de cárie. Pode não existir uma lesão instalada, mas pode haver uma mancha branca que pode desenvolver cárie. A imagem, por ter alta definição, consegue mostrar se há muita placa bacteriana, como está o controle de higiene dessa criança, o desenvolvimento das arcadas”, pondera Ricardo.

Já nos idosos, por exemplo, o profissional se preocupa com as cáries que acontecem em raiz, na presença de placas bacterianas e cálculos que geram perda óssea e mobilidade de dente. “Vamos nos preocupar também com lesões pré-cancerosas e em todas as faixas sempre estaremos preocupados coma higiene bucal”, diz Andrade, lembrando que o check up odontológico sai muito mais barato do que um procedimento para correção de problemas bucais. “É mais barato restaurar uma cárie do que deixar ela seguir e virar algo mais sério”, encerra.

 
Fonte: ACrítica