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Doação de cabelos para pacientes com câncer: saiba como participar

Publicado em 27/03/2014

Os cabelos são a parte do corpo à qual a maioria das mulheres mais se dedicam, sempre buscando os melhores produtos, os cortes mais adequados e os tratamentos mais modernos. Toda essa vaidade existe porque os cabelos ajudam a desenhar o formato do rosto e, dependendo do tipo, podem deixar com uma aparência mais leve, mais jovem ou até mais magra. Por todas essas razões, perder os cabelos por causa de doenças autoimunes, de efeitos colaterais no tratamento contra o câncer ou mesmo por acidentes, mexe muito com a autoestima das mulheres.

Além da própria luta contra a doença, que é um processo muito difícil, a perda dos fios afeta o lado psicológico, que também é muito importante e faz a diferença no processo de cura. Por isso, muitas vezes o uso de uma peruca pode fazer a diferença, fazendo com que essas mulheres se sintam mais bonitas e confiantes e, assim, enfrentem melhor o tratamento.

Perucas para pacientes com câncer

Para ajudar todas essas mulheres com a criação de perucas para quem perdeu os cabelos, algumas instituições beneficentes trabalham recebendo doações, que acontecem graças às ações nobres de algumas pessoas que resolvem se desapegar dos seus fios e oferecê-los a quem precisa.

As doações acontecem de forma voluntária e estão se proliferando cada vez mais. E se os cabelos fazem bem para quem os recebe, certamente também fazem bem a quem os doa. “Quando uma mulher perde os cabelos, uma parte de sua vaidade vai junto com a queda. Quando esta perda é causada pelo processo de quimioterapia, muitas vezes, é a gota d’água para a paciente que já enfrenta uma longa batalha pela vida. Mais do que uma peruca - que vai junto com um lenço, maquiagem, livros e bijuterias, para dar um up na produção - nós entregamos carinho, amor, solidariedade na forma de presente. É o mesmo que estender a mão para alguém em um momento muito difícil. Isto faz toda a diferença para que as mulheres resgatem sua autoestima e sigam confiantes no tratamento”, afirma Marcelle Medeiros, presidente da Fundação Laço Rosa, no Rio de Janeiro.

As redes sociais têm sido aliadas nesse tipo de ação. É através da internet que pessoas do mundo todo divulgam doações e acabam estimulando outras a fazerem o mesmo. Há, inclusive, crianças mobilizadas em ajudar a causa. No Canadá, a pequena Emily James cortou os fios e mostrou o resultado em um vídeo, no qual ela fala que não quer ver crianças tristes por não terem cabelo e, por isso, quis dar a elas o que tinha. No Brasil, Ana Clara Lima Siqueira, de sete anos, também resolveu cortar os cabelos para doação, influenciada pela irmã mais velha, após assistir a uma reportagem sobre o assunto.

Outros casos também chamaram a atenção, como o da caloura da Universidade de São Carlos (UFSCar), que comemorou sua aprovação no vestibular raspando o cabelo de mais 40 centímetros. O chamado "trote solidário" foi divulgado através das redes sociais e até mesmo alunos de outras faculdades participaram da iniciativa.

Requisitos para doar

- O cabelo precisa ter, no mínimo, 10 centímetros.

- Não há restrição em relação à cor ou tipo de cabelo, mas, quanto mais natural, melhor.

- Fios muito descoloridos ou com dreads geralmente não são aceitos, pois a fragilidade deles impede que sejam presos à base da prótese de forma correta.

- A dica da fundação Laço Rosa é avisar ao seu cabeleireiro que quer cortar para doar e pedir que ele separe com um elástico a ponta da raiz. 

- Nunca deixe os fios cortados tocarem o chão.

- Na maioria delas os cabelos podem ser entregues pessoalmente ou até mesmo enviadas pelos Correios. Nesse caso, deve ser usado um saco plástico e os fios precisam estar secos.

- Entre em contato antes para saber a melhor forma de proceder.

Onde doar

No Rio de Janeiro:
Banco de Perucas Laço Rosa - Rua Desembargador Isidro, 18, Sala 910, Tijuca, Rio de Janeiro, Cep 20521-160. Telefone: (21) 7974-8504

Em São Paulo:
ONG Cabelegria - Avenida Parada Pinto, 3420, Bl. 06, Ap. 33, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo, Cep 02611-001. Email: cabelegria@gmail.com

Em Minas Gerais:
Instituto Mário Penna - Rua Guaicuí, 20 / 15 andar, Cidade Jardim, Cep 30380-380, Belo Horizonte (MG). Telefone: 0800 039 1441

No Espírito Santo:
Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer do Hospital Santa Rita de Cássia - Avenida Marechal Campos, 1579, Santa Cecília, Cep 29043-260, Vitória (ES). Telefone: (27) 3334-8058

No Pará:
ONG dos Ribeirinhos Vítimas de Acidente Motor (Orvam) - Avenida João Paulo II, Lote 134, Castanheira, Cep 66645-240, Belém (PA). Telefone: (91)3231-1177. Email:contato@orvam.ogr.br

 

(FONTE: ITodas)